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domingo, 11 de janeiro de 2009

Ano novo, textos também novos!

Feliz ano novo! É estranho, mas faz um bom tempo que não escrevo nada para este blog. Num dos últimos eu falei sobre a festa de reveillon. Talvez por que não esteja querendo falar muito sobre mim ou esteja sem assunto para escrever ou até mesmo por não estar com vontade de escrever, sei lá. Mas sempre é bom parar um momento para analisar a sua vida, e sobre a dos outros também, e como no meu caso isso resulta em escrever então vamos deslizar os dedos pelo teclado.

Primeiro quero explicar o motivo de tão longo tempo distante deste espaço. Tive problemas sérios com o acesso à internet e isso é realmente desastroso quando você já está contaminado pelo vírus da “cyber” dependência. Nesse período com dificuldades para conviver no mundo digital tive que dedicar-me com mais afinco a outros prazeres como o da leitura e dos filmes. Somente um desses prazeres já seria um bom ponto de partida para outras crônicas, contos, poemas entre outros, mas confesso que também quis dar um tempo. Até mesmo para rever certos conceitos e reler velhos escritos.

Bom, explicações dadas, nem sei ao menos sei por que, mas achava que devia explicar minha ausência aos meus leitores, a meia dúzia de privilegiados que me acompanha lendo os meus escritos. Sejam eles bons ou não.

Andei vendo os meus textos publicados no site “Recanto das letras” e percebi que os mais lidos são as crônicas. Não sei se os melhores ou se o público prefere crônicas, mas uma coisa é certa: minhas crônicas são mais lidas do que os meus outros textos, principalmente os que escrevo sobre animais. E escreverei sobre isso mais tarde. Então agora o que posso dizer é que tentarei ser mais fiel. Fiel aos amigos que acompanham meus escritos e aos meus sentimentos, escrevendo sobre tudo o que me der vontade e não apenas sobre o que eu achar que os outros vão considerar interessante.

E vou aproveitar para terminar este texto com uma frase que já virou clichê: Ano novo, vida nova! Ano novo, novas idéias para expressar e novos textos para escrever.

Tonni Nascimento

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Que polícia é essa?

Essa pergunta tem sido feita por diversas pessoas após o triste incidente da semana passada que resultou na morte do menino João Roberto Soares. Não vou ficar aqui comentando se os policiais estão corretos ou não e se devem ser expulsos da corporação ou não, até por que esse assunto não é o foco deste texto. Não estou com isso querendo defender ou criticar os homens responsáveis por esse ato infeliz. Mesmo por que ele já está sendo analisado pelas autoridades competentes. Quero aqui falar sobre como a nossa sociedade é hipócrita e, consequentemente, nossos políticos.

Há poucos dias estava assistindo o excelente programa, diga-se de passagem, “Espaço público” da atual TV Brasil que um dos temas do dia era a violência praticada pela força policial tanto a civil quanto a militar do estado do Rio de Janeiro. Quando um dos convidados levantou a questão de que tudo o que agora está acontecendo é fruto de uma política que vem desde a década de 80, quando força policial agia com extrema violência chegando até a acontecer algumas mortes. Nesse período a sociedade fluminense aplaudia esse excesso de força, pois acontecia longe dos pontos turísticos e das zonas nobres da cidade e somente os membros das classes menos favorecidas estavam sendo vitimas dessa força exacerbada. Agora quando essa mesma classe que aplaudia começa a ser também vítima pipocam as críticas contra força policial.

Outros pontos absurdos foram as posições tomadas pelo governador Sergio Cabral Filho e seu secretário de segurança Mariano Beltrame. O primeiro vem a público para tomar uma decisão extremamente populista que é execrar os dois policiais e dizer que estavam expulsos da corporação. Quanto o segundo num comunicado à imprensa diz que aquela fatalidade foi ocasionada pela falta de preparo dos policiais. Há quanto tempo nós, cidadãos fluminenses, sabemos que a polícia militar do Rio de Janeiro não recebe os recursos que precisa para realmente cuidar da segurança do cidadão? Sejam recursos humanos ou técnicos. E o que esses dois senhores têm feito pela nossa força policial? A verdade é a nossa polícia sobrevive graças aos heróicos esforços desses homens e mulheres que travam diariamente uma batalha contra a falta dos recursos mais básicos para tentar conter o avanço da criminalidade.

Não estou aqui dizendo que a dor dessa família não deve ser levada em conta ou respeitada. Não só deve quanto eu me solidarizo com essa família, mas e quanto a dor das outras diversas famílias que têm seus filhos assassinados apenas por tentarem defender essa sociedade que não nutre por eles o mínimo de respeito? E aquelas que perdem seus entes queridos e suas fotos não são levadas aos jornais?

Essa polícia que temos hoje é o fruto de um descaso das autoridades com a população fluminense que ano após ano, governo após governo ficam tomando atitudes populistas e de maquiagem sem realmente se importarem realmente com a segurança e bem-estar da população e não de uma meia-dúzia de indivíduos que sempre rondam os palácios do nosso estado.

Tonni Nascimento

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Ano Novo, vida nova!


Bem, não sei se vocês perceberam, mas nosso último texto terminou com um "Até logo". E por isso estamos aqui junto com esse novo ano inciando uma nova fase no "Pontos de vista". Antigos colaboradores voltarão ao nosso espaço e também teremos novos companheiros. Esperamos que os nossos amigos conitinuem conosco nessa nova fase.

Mais um ano que se vai e outro que chegou. Ok, todos nós festejamos, brindamos, abraçamos parentes, amigos e pessoas queridas, alguns fizeram promessas outros traçaram metas, tudo isso para esse novo ano. Mas e aí? Passados aqueles poucos minutos de euforia e festa o fazer? Será que ficaremos vendo o novo ano passar sonhando com os nossos planos e metas estipulados ou faremos com que eles tornem-se reais?

Não sei o que vocês decidiram nessa passagem de ano, mas no meu “reveillon”, que passei com amigos nas areias de Copacabana, logo após os minutos de euforia que a festa pirotécnica e as companhias amigas nos proporciona tomei uma decisão. Esse ano não iria levar à sério as metas que ano após ano eu traço numa folha. Até por que na sua maioria elas nunca saem do papel. Por conta disso esse ano irei fazer diferente. Vou deixar de lado essa mania que temos de escrever em papéis tudo o que queremos ou o que desejamos. Eu sei o que quero e isso me basta, não vou perder meu tempo escrevendo duas, cinco, sete ou quantas metas eu quero realizar esse ano. Vou tentar tornar tais desejos em coisas concretas.

Não sei se isso fará alguma diferença, mas como do modo antigo não tem adiantado muito creio que vale a pena muda-lo. Afinal de contas como disse o poeta “tudo vale a pena se alma não é pequena”. E, tendo isso em mente junto com meus desejos vou batalhar por tudo o que eu quero e acho justo para mim e para aqueles que amo. Feliz Ano Novo!

Tonni Nascimento

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Final de um ciclo!

Bom pessoal, é isso. Estamos desabilitando, após sete meses, as inserções de novas postagens aqui no "Pontos de vista". Como tudo na vida tem um começo, um meio e um final; com esse blog não poderia ser diferente.

Confesso, de maneira bastante triste, que não imaginava que esse ciclo se encerrasse tão cedo, mas... é a vida.

Amigos foram convidados a participar do espaço, uns aceitaram outros não. Entretanto todos sabiam que seria uma participação espontânea e sem nenhum tipo de ressarcimento financeiro. Dentre os que aceitaram alguns não puderam continuar participando e por isso convidamos outros companheiros. Porém nem todos estavam podendo, ou querendo, manter seus espaços com textos, cada um tem o seu motivo.

Não estamos aqui para cobrar nada de ninguém e nem poderíamos, afinal de contas ninguém tinha um contrato assinado ou recebia algum tipo de ajuda financeira para fazer parte desse grupo. Mas sentíamos, as vezes, a falta de uma explicação pela ausência do texto. Não por mim, mas pelos amigos que se faziam presentes na leitura dos textos. Contudo como dissemos antes, temos nossos motivos para fazer ou deixar de fazer algo.

Agradeço agora aos amigos que de uma forma ou de outra fizeram parte dessa curta estória seja escrevendo, seja cedendo seus textos para serem publicados ou simplesmente lendo.

Deixo aqui o meu abraço e um sincero desejo de boa sorte a todos que por aqui passaram. E que sintam-se a vontade para continuar visitando. Até mesmo por que o blog continuará no ar e com todas as crônicas escritas até hoje.

Até logo!

Tonni Nascimento

sábado, 20 de outubro de 2007

"Extras-Natal"

Estamos chegando ao final do mês de outubro e, com ele chegamos também ao final de mais um ano solar. Sendo essa uma das épocas mais propícias para quem pretende retornar ao mercado de trabalho formal. Pois é justamente nesse período do ano, Natal e ano novo, que muitas empresas do ramo de serviço ou comércio disponibilizam vagas para aumentar suas produções e/ou vendas.

Então vemos anúncios e mais anúncios de trabalhos temporários. Paralelo a isso acontece uma corrida de pessoas (jovens, adultos e até quase idosos) que seguem de loja em loja, de agência e agência buscando também poder conseguir alguma ocupação – pelo menos até o fim do ano. E dessa forma saem em busca da realização, do que para alguns é um sonho. Por que desse número imenso de pessoas, apenas uns poucos irão conseguir preencher tais vagas.

Antes de essas vagas serem preenchidas existe uma incrível e enfadonha estrada chamada processo seletivo. Realmente torturante, pois mais parece que estão sendo selecionadas para atividades extremamente técnicas ou que necessitam do máximo conhecimento intelectual possível. Afinal de contas para que uma pessoa que vai atuar como auxiliar de loja precisa ter o segundo grau, ops! acabei de entregar minha idade. Mas voltando ao assunto. Para que uma pessoa que vai atuar como mil-e-uma utilidades da loja, sem nenhum tipo de preconceito, precisará ter concluído o atual ensino médio? Ou então para trabalhar como auxiliar temporário de serviços gerais será realmente necessário ter concluído o ensino médio? Não tenho nenhum tipo de preconceito contra esses profissionais ou profissões, mas existe um alto grau de exagero nas seleções.

Enfim o candidato a trabalhador temporário consegue passar pelo processo de seleção e agora será praticamente um apêndice da empresa ou loja da qual é contratado. Terá que abdicar de parte da sua vida para, quem sabe, no final do contrato ser efetivado. Pois seus patrões prometem que aqueles que melhor saírem e se portarem – leia-se aceitar tudo o que lhe for imposto com um lindo e sincero sorriso no rosto – nesse período como temporários serão efetivados na empresa. Então é um tal de “extras” esforçando-se para serem efetivados. Fazendo tudo possível e mais um pouco, tanto para depois da época de extra ser efetivado no trabalho quanto para continuar com o seu. Pois para que novos funcionários sejam contratados é necessário que os antigos sejam demitidos. Afinal de contas dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo. É uma lei da física. Não que isso seja uma regra, mas pensemos bem: se a empresa tivesse como manter parte dos temporários ela já teria contratado esse grupo antes dessa época. E, dessa forma não precisaria contratar os “extras”. Por isso é uma batalha que no final das contas o único vencedor é o dono da empresa que terá sua margem de lucros aumentada nesse período.

Agora é melhor eu ir por que o meu chefe já está me olhando torto por eu estar há tanto tempo aqui parado com esse bloco na mão. Afinal de contas tenho que cumprir minha meta se quiser continuar nesse trabalho após o Natal.

Tonni Nascimento

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Tropa de Elite


Eu sei que você já deve ter visto esse filme. Se pararmos em qualquer rodinha de conversa, seja na faculdade, no boteco, no cabeleireiro, na manicure ou na fila do banco, o assunto, provavelmente, será o "Tropa de Elite".

Eu confesso que relutei em ver o filme. Meus alunos falaram que o cara bate na cara do outro, que o homem vomita, que isso, que aquilo... e eu já fiquei com a pulga atrás da orelha cheia de vontade de não ver. Mas professor deve se manter informado e fui eu para a minha maratona. Confesso que não quis pagar pra ver no cinema, e não vou ver mesmo. Vizinho tinha um piratão (eu também não iria comprar um piratão logo do Tropa de Elite!) e me emprestou. É errado? É sim. Fiz, pronto.

No início... eu adoro o Wagner Moura. Ví por ele, só por ele e por mais ninguém (aproveitei a voz sexy dele fazendo papel de narrador em primeira pessoa). Peço desculpas para quem viu o filme e gostou. Eu não gostei. E não adianta vir com aquela desculpa "é a realidade!". Eu sei que é a realidade, ou você acha bonito ter que correr do caveirão enquanto o "coro come" entre policiais e bandidos?

Transformar esse filme no melhor filme brasileiro é terrível. Não é bom na história e não é bom cinematograficamente. Não há lances de câmera, flash-blacks, recursos para tornar melhor o entendimento .

O filme nada mais é que violência sendo combatida com violência. Sei que o filme mostra a realidade, já disse. E muito bem: corrupção, alguns policiais tentando ser honestos, a realidade das faculdades, que muitos "mauricinhos" participam de ONG's pra conseguir o pó com mais facilidade, o esquema dos bandidos... eu sei que isso é realidade. Será que o que vemos no noticiário não é suficiente? Para quem mora na Zona Sul e nunca pegou um ônibus lotado, deve ser o máximo saber como funciona a "favela". Mas quem mora em Bangu, meu amor... por favor! Num lugar que há assassinatos por brigas de kombis, que há fogos quando a polícia chega, que há bandidos nas esquinas oferecendo pó pra viciar, que há os mesmos vendendo em alto e bom som ("maconha! maconha um real!)...

Eu já vivo na realidade, não preciso de um filme pra me mostrar como é a realidade. Posso até não saber dos pormenores... dos detalhes da corporação, não sou policial e não quero ser; não tenho vocação. Iria pirar com o "sistema". Seja o sistema desonesto, seja o sistema honesto e parado. Todos os dois iriam acabar com o pouco de sanidade que conservo.

Ah! E quem se sente orgulhoso com o filme, como se o BOPE estivesse vingando alguma coisa... por favor! Eu tenho orgulho é do cara que trabalha em três empregos pra manter a família, mora na favela e mesmo assim (apesar de todo chamamento para o crime) resolveu ser honesto e ser da paz.

Eu não quero policiais combatendo violência com violência, é como tentar limpar sangue com sangue. A única coisa que ficou realmente registrada, e que merece aplauso foi o remorso que ele sentiu por ter ajudado na morte de um menino e pela mãe não ter podido enterrar o garoto.

Eu sonho que um dia policiais nem mais precisarão usar armas...
Eu tenho fé na NÃO-VIOLÊNCIA.

sábado, 13 de outubro de 2007

Ah, se morássemos no Japão!

E passados alguns dias após a vergonhosa absolvição do senhor Renan Calheiros a vida no Congresso Nacional prossegue. E os escândalos também, quer dizer, tudo voltou ao normal. Agora o mais novo é a indicação do relator para um caso do nosso respeitado senador – quantos mais serão necessários para que esse cidadão saia do senado? O presidente da comissão de ética indicou um dos aliados políticos do acusado para relatar o processo, mas nesse caso algumas vozes levantaram-se e por isso mais um relator será escolhido para o caso.

Nesse momento poderia até parodiar nosso presidente dizendo que em nenhum momento da história do nosso país vieram a tona tantos escândalos envolvendo nossos representantes políticos. Gostaria muito de fazer essa paródia, mas não posso. Não por ser um dos que ainda acreditam que o Lula foi uma das melhores pessoas que já passaram pela presidência, mas por ter plana consciência de que esse momento não é único na nossa história. E não irei aqui lembrar senão essa crônica vai acabar virando uma enciclopédia.

Depois de ler, ouvir e assistir inúmeras reportagens diárias sobre tais escândalos, fico pensando que esses homens são os que nós merecemos. Alguns mais outros menos, mas todos merecemos. Alguns irão discordar, mas a esses direi: o que oferecer a um povo que elege pessoas da estirpe de Paulo Maluf, Clodovil Hernandes, Renan Calheiros, José Roberto Arruda, Leonardo Picciane, Inocêncio Oliveira, José Sarney entre outros tantos? Realmente é uma triste realidade que o povo brasileiro não sabe votar e muito menos quer aprender. Inclusive os moradores dos grandes centros (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba) que se dizem tão intelectualizados e donos de si que elegem alguns marginais.

Agora imaginemos se nosso Brasil fosse como o Japão. Pais onde a honra e a palavra, por vezes, valem muito mais do que documentos assinados. Na primeira denúncia com alguma possibilidade, mesmo que mínima, de ser verdadeira o acusado pediria licença sem vencimentos – é bom registrar isso, do cargo que ocupa. Para que os responsáveis pela investigação pudessem trabalhar sem nenhum tipo de pressão interna para favorecer “esse” ou “aquele” acusado.

Aqui os acusados, possivelmente culpados, apegam-se aos cargos como se suas vidas, biologicamente falando, dependessem desses títulos. E se alguém insinuar que seria de bom tom que o acusado se licenciasse logo é ameaçado de ter seus “podres” jogados ao público e, por medo esse acaba se calando também.

Agora um fato mais triste e absurdo é que sempre esses escândalos somente vêm à tona quando alguns dos cúmplices sentem-se lesionados ou não devidamente “reembolsados” por seu silêncio.

Nesse momento o senador Renan Calheiros está licenciado, mas continua como senador e com todos os direitos e regalias que a posição oferece, mesmo com todos esses escândalos. Ah, se morássemos no Japão!