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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Tropa de Elite


Eu sei que você já deve ter visto esse filme. Se pararmos em qualquer rodinha de conversa, seja na faculdade, no boteco, no cabeleireiro, na manicure ou na fila do banco, o assunto, provavelmente, será o "Tropa de Elite".

Eu confesso que relutei em ver o filme. Meus alunos falaram que o cara bate na cara do outro, que o homem vomita, que isso, que aquilo... e eu já fiquei com a pulga atrás da orelha cheia de vontade de não ver. Mas professor deve se manter informado e fui eu para a minha maratona. Confesso que não quis pagar pra ver no cinema, e não vou ver mesmo. Vizinho tinha um piratão (eu também não iria comprar um piratão logo do Tropa de Elite!) e me emprestou. É errado? É sim. Fiz, pronto.

No início... eu adoro o Wagner Moura. Ví por ele, só por ele e por mais ninguém (aproveitei a voz sexy dele fazendo papel de narrador em primeira pessoa). Peço desculpas para quem viu o filme e gostou. Eu não gostei. E não adianta vir com aquela desculpa "é a realidade!". Eu sei que é a realidade, ou você acha bonito ter que correr do caveirão enquanto o "coro come" entre policiais e bandidos?

Transformar esse filme no melhor filme brasileiro é terrível. Não é bom na história e não é bom cinematograficamente. Não há lances de câmera, flash-blacks, recursos para tornar melhor o entendimento .

O filme nada mais é que violência sendo combatida com violência. Sei que o filme mostra a realidade, já disse. E muito bem: corrupção, alguns policiais tentando ser honestos, a realidade das faculdades, que muitos "mauricinhos" participam de ONG's pra conseguir o pó com mais facilidade, o esquema dos bandidos... eu sei que isso é realidade. Será que o que vemos no noticiário não é suficiente? Para quem mora na Zona Sul e nunca pegou um ônibus lotado, deve ser o máximo saber como funciona a "favela". Mas quem mora em Bangu, meu amor... por favor! Num lugar que há assassinatos por brigas de kombis, que há fogos quando a polícia chega, que há bandidos nas esquinas oferecendo pó pra viciar, que há os mesmos vendendo em alto e bom som ("maconha! maconha um real!)...

Eu já vivo na realidade, não preciso de um filme pra me mostrar como é a realidade. Posso até não saber dos pormenores... dos detalhes da corporação, não sou policial e não quero ser; não tenho vocação. Iria pirar com o "sistema". Seja o sistema desonesto, seja o sistema honesto e parado. Todos os dois iriam acabar com o pouco de sanidade que conservo.

Ah! E quem se sente orgulhoso com o filme, como se o BOPE estivesse vingando alguma coisa... por favor! Eu tenho orgulho é do cara que trabalha em três empregos pra manter a família, mora na favela e mesmo assim (apesar de todo chamamento para o crime) resolveu ser honesto e ser da paz.

Eu não quero policiais combatendo violência com violência, é como tentar limpar sangue com sangue. A única coisa que ficou realmente registrada, e que merece aplauso foi o remorso que ele sentiu por ter ajudado na morte de um menino e pela mãe não ter podido enterrar o garoto.

Eu sonho que um dia policiais nem mais precisarão usar armas...
Eu tenho fé na NÃO-VIOLÊNCIA.

sábado, 13 de outubro de 2007

Quer ficar comigo?

Essa é uma pergunta que as pessoas fazem com muita freqüência.

Defina FICAR ? Beijar alguém, dar uns amassos, uns apertos por um curto prazo (que pode ser um dia, ou algumas horas, ou até alguns minutos).

Por que as pessoas ficam com as outras? O que nos leva a querer ficar com outras pessoas? "Vontade de beijar", "Por que você é linda..." são algumas das respostas que escutamos. Mas por que a insistência em não ter compromisso? Por que eu tenho que só ficar com alguém ao contrário de conhecê-la de verdade? De saber quem é essa pessoa? Será que ela é legal, combina comigo, me agrada, gosta de conversar comigo, gosta de estar ao meu lado? POR QUE INSISTIMOS EM "RELACIONAMENTOS" RELÂMPAGOS? "Relacionamentos" que quando abrimos os olhos já acabaram?

Coloco a palavra relacionamento entre aspas porque não considero o ficar como um relacionamento, e sim simplesmente esbarros acidentais (quem sabe a esfregação de corpos seja para adquirir eletricidade estática?).

Vamos falar a verdade, o ficar é simplesmente movimentação corporal em conjunto, esfregação de corpos, troca de sensações, amenização do tesão... Chega!!

Eu não quero troca de sensações! Eu quero SENTIMENTOS!

Sensações nos trazem arrepio à nuca, sentimentos nos trazem paz de espírito e um sorriso bobo permanente quando há amor; uma sensação que esfregação nenhuma é capaz de proporcionar.
Sensação é bom na parte de baixo do corpo, no sexo (vamos falar a verdade!). Sentimento é bom no corpo todo, desde o coração até o sexo (de uma maneira muito mais intensa!)

Eu sei que é um preço alto quando resolvemos (eu resolvi e sei que a maioria não está comigo, na verdade, quase ninguém) ter SENTIMENTOS. Eu quero um relacionamento cheio de sentimentos e não um encontro de dois corpos que mal se conhecem para permutação de tesões! O preço alto é quase sempre estar só. Eu digo só, quando me refiro a namorado. Mas estou cercada de amigos. Ter amigos é ter sentimento também.

E eu estou correndo o risco de permanecer solteira pra sempre. Assusta, mas é o preço que eu resolvi pagar por ser verdadeira com os meus sentimentos.

Não vou dizer que nunca ficarei, porque posso morder a língua. Eu não sei o dia de amanhã. Mas que eu luto internamente para não me render aos caprichos do meu corpo, eu luto.

Me desculpe quem não acredita no que eu acredito: Eu não sou o meu corpo, eu sou mais que ele, sou espírito. E preciso de sentimentos, porque o espírito se alimenta de sentimentos e são os sentimentos que permanecerão para sempre.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

O segredo da Coca-Cola

E tudo, no início, era a escuridão. Deus, em seu momento máximo de inspiração, resolveu criar o mundo. Começando, logicamente, pela luz. Até porque era a luz que excitaria nossas retinas para que elas pudessem apreciar a criação do Criador. Bom, isso é o que diz o nosso registro escrito mais antigo: A bíblia. Mas quem pode assegurar-nos que Ele não tinha feito nenhuma outra coisa antes da luz? Estava tudo escuro! Eu não vi, nem ninguém viu nada! A bíblia só nos conta o depois da luz. E o antes? Esse antes fervilha a minha mente com milhões de teorias! O que será que Deus fazia no escuro? Por que medo Ele não tinha.

Uma das teorias que paira em minha mente é sobre o momento e o porquê das baratas. Sim, as baratas. Eu não vejo (e sei que você provavelmente concordará comigo) razão suficientemente convincente para a criação das baratas. E não me venha com aquela explicação científica sobre como o mundo seria sem as baratas. A resposta é bem clara: seria um mundo melhor. A criação das baratas e o porquê delas é tão obscuro que eu só posso dizer que elas foram feitas antes da luz, por isso saíram tão feias e nojentas. Deus não tava vendo nada mesmo!

Outra teoria maluca que não pára de assediar o meu cérebro é sobre a fórmula da coca-cola. Quem a inventou? Quando? Qual é o elemento secreto que está contido em sua composição misteriosa? Alguns "pesquisadores" registraram a primeira coca-cola no Antigo Egito. Provavelmente, Tutankamon foi o primeiro a experimentar e aprovar, mas a sua fórmula foi perdida nas areias do deserto... Alguns dizem que a fórmula da coca-cola foi trazida pelos extraterrestres. Lembram o caso da área 51? É, meus amigos, porque vocês acham que essa área é tão secreta? Acho que a fórmula está guardada lá. Enterrada, por segurança. Há quem diga que atrás das tábuas dos Dez Mandamentos, Deus deixou à Moisés, a fórmula da coca-cola. Mas era algo ultra-secreto, só para os iniciados.

Mas há outras teorias em circulação. A mais provável é a de que foi Deus, o próprio, que formulou a coca-cola. Com certeza, foi antes da luz. Isso para que ninguém soubesse da fórmula e Ele não precisasse dividir os direitos autorais. Um egoísta.

_______________________________ Eu

sexta-feira, 15 de junho de 2007

O dia do seu (ou do meu) aniversário

Hoje é o seu aniversário, e sabe como é, né? De cinco em cinco minutos alguém liga pra te desejar felicidades, amor, paz, carinho, juízo e tudo de bom no mundo que você merece. Aniversário é assim mesmo, mas quando já é a vigésima sétima ligação, você começa a desejar que o “dia do seu aniversário” acabe logo pra você poder assistir um filme inteiro sem nenhuma interrupção ou se divertir na sua festa.

Você faz parte do orkut? Eu faço. E quando chegou o meu aniversário, eu recebi tantas mensagens que até me assustei e pensei: “Nossa! Ou eu sou muito amada ou a maioria dessas pessoas é falsa pra caramba”. Brincadeirinha! Também mando mensagens de aniversário pelo orkut! Não vejo tal pessoa faz quatro anos, mas no aniversário dela, que por sinal o orkut sempre lembra, eu vou lá e escrevo aquela mensagem de paz e felicidade. Não é falsidade não, é falta de tempo pra se comunicar, vergonha de voltar a falar com alguém que não vemos a cinco anos ou mais. Eu adoro receber as mensagens de aniversário do orkut, pelo menos não preciso parar o filme pra lê-las, posso fazer isso de uma vez só. (Esse ano, quero contar quantas felicitações eu vou receber!)

Já reparou que tem sempre gente te desejando juízo? Só que até hoje eu ainda não entendi o porquê, eu nunca fiz nenhuma grande besteira... Alguns até me desejam menos juízo, pode isso?
O bom mesmo do aniversário é escutar a voz das pessoas amadas te desejando felicidades e amor, fazer festa com os amigos, sair pra almoçar fora, ir ao cinema, se divertir! Se hoje é o dia do seu aniversário, se divirta e “feliz aniversário, muitos anos de vida, muita paz, carinho, amor, saúde e juízo!”. (E não é falsidade não!)

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(Olha a cara desta criança!!!!!!)

sábado, 2 de junho de 2007

Desculpem-me!! Era para eu ter escrito na sexta, mas minha sexta foi uma confusão total!!! Espero não roubar o sábado do Tonni!

Bem, vamos lá! Não vou me alongar!
************

Você já deve ter escutado isso: Agora não se pode mais reprovar!!!
É isso mesmo, minha gente! O município não reprova mais! Que maravilha, não? Os professores poderão lecionar sem se preocupar com notas e avaliações, não ficarão frustados se seus alunos forem mal nas notas, porque as notas não terão mais valor algum!! Que maravilha!!!!

Ironias de lado, essa é uma das piores notícias que eu já ouvi em toda a minha vida. Acho que as autoridades governamentais não se tocaram da complexidade de não se reprovar mais.
Mas ele verão, num futuro bem próximo, o que isso significará; ou como já pude notar, o que está significando.

Os alunos vão começar a faltar muito. Pra quê ir para aula, se eu não fico mais reprovado? Pra quê estudar? Pra quê me esforçar? Não tenho motivo! É isso que os alunos irão pensar? Não! É isso o que eles ESTÃO pensando e FALANDO. Isso mesmo! Eu já ouvi os alunos falarem isso! Muitos nem querem ir pra escola, não tem o que fazer na escola, já passaram de ano.
Lí uma frase no jornal e tive que concordar: (Era mais ou menos assim) "No futuro, que empresa contratará pessoas que foram alunos das escolas públicas?". E isso é uma verdade.


Agora, onde fica o professor nessa história? Reprovar não pode mais, mas o que ele faz com os alunos que não querem nada, que não estudam nada e que, mesmo com o esforço dele, não estão nem aí pra hora do Brasil? Isso eu quero saber e ninguém ainda me diz .

Aproveitem a não reprovação.... (se é que eu posso falar em aproveitar...)

Mas desse jeito, o Brasil vai pro brejo!

domingo, 27 de maio de 2007

SPC - Sete Pecados Capitais

Hoje me deu uma vontade de falar sobre os pecados...

Gula - "comer de olho grande", isto é, comer mais do que o necessário, desejo incontrolável por comida. Sempre lembro do meu pai falando "olho grande não entra na China".

A gula é algo extremamente complicado. Eu sofro desse mal (dá pra ver pela minha força esférica!! Do meu corpinho violão. Vilão celo!!!!!), confesso. Todo gordinho sofre desse mal chamado gula. A gente aprende desde criança o prazer de comer. Isso começa na fase de bebê, é só chorar que a criança ganha uma mamadeira, chora e ganha um biscoitinho. A criança gordinha é sempre linda, fofinha e gostosa.... mas, provavelmente, será um adulto obeso e com uma dificuldade enorme de ser saudável. Por favor, pais e mães, não vamos transformar os nossos filhotes em filhotes de baleia; a criança ser gordinha é algo lindo, mas nem sempre algo saudável.

Avareza - apego excessivo aos bens materiais. "...o avarento prefere os bens materiais do que o convívio com Deus".

Ô avarentos do meu Brasil, cuidado! Só tenho uma frase pra dizer pra vocês: o que realmente nos pertence é aquilo que podemos carregar num naufrágio. O restante não é realmente nosso, é temporariamente nosso. Ai! Estou tentando me livrar nas minhas paixões pelos meus livros e pelo meu relógio... eles não sobreviverão a um naufrágio!!!

Preguiça - "ai! Que preguiça" diria Macunaíma. "Preguiça é a inatividade de uma pessoa, aversão a qualquer tipo de trabalho ou esforço físico."

Uma vez ou outra é bom uma preguicinha, mas toda hora não. Sei que provavelmente você me dirá: se não houvesse preguiça o homem não teria inventado a roda. Não é bem verdade. A roda só foi inventada para agilizar e não para ser continuadora da preguiça. Vamos deixar a nossa preguiça só pra época das férias que é o lugar dela. Fora isso, vamos nos mexer! Fazer alguma coisa pra agradar a Deus! Ou trabalho remunerado, ou voluntário, ou ir pra academia, alguma coisa, minha gente!!

Ainda temos a Luxúria, a Ira, a Soberba e a Vaidade.

Entendemos o que é Luxúria quando passa por nós aquele gatão lindo e maravilhoso (ou, para os meninos, a Juliana Paes) e nós o desejamos intensamente . Ou quando usufruímos dos prazeres da carne, do sexo, sem consequência. Se você faz sexo como um louco, sem ordem, desesperadamente, ou não consegue ficar muito tempo sem sexo, você é vítima da Luxúria. Tenha cuidado. Li uma frase ontem que se encaixa perfeitamente nesse pecado : "... ninguém abusa de alguém sem carrear prejuízos a si mesmo". Exagerar no sexo, na sexualidade é abusar de alguém ou de si mesmo e isso trará problemas pra você, pode apostar. Se você não acredita, um dia se lembrará de mim... quando menos esperar. (Ai! Fui tão dramática!)

A Ira é algo fácil de ser identificado. É a nossa famosa raiva ou o ódio. Eu uso a psicologia do inverso. Quando odiamos algo é porque no fundo gostaríamos de amar, mas não é possível. Se tal coisa realmente fosse insignificante, nem daríamos atenção. Mas quando odiamos, gastamos nosso tempo tendo pensamentos negativos. E, gente, vou ser sincera: com esses pensamentos negativos, quem vai ficar doente é você e não a pessoa que está sendo odiada. É melhor deixar esse ódio pra lá!! Relaxe, meu querido! A vida está aí pra ser bem vivida e com alegria!

"A vaidade consiste em uma estima exagerada de si mesmo, uma afirmação esnobe da própria identidade".
São aquelas pessoas que se amam exageradamente. A gente precisa se amar, mas se apaixonar por si mesmo é dose! São aquelas pessoas que tem a auto-estima do tamanho do Monte Everest. A gente deve ter a auto-estima no nível do mar, no nível verdadeiro; nem abaixo (e ser depressivo) e nem acima (ser super vaidoso). Não dá certo você achar que tem o rei na barriga!

"A soberba é a tendência de um indivíduo para um modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas e pelo gosto da ostentação e do prazer."

É o famoso "eu tenho, você não tem". São aquelas pessoas que gostam de se amostrar pelo que possuem; se são ricas, gostam que todos notem quais são as suas riquezas; se são lindas, todos devem admirar sua beleza... Cuidado, esse sentimento vem acompanhado da inveja. Quando o soberbo não é o mais rico, ou o mais bonito, ou até o mais inteligente, ele começa a sentir inveja do outro e isso também é prejudicial.

Agora, quem não tem nenhum desses sentimentos? Eu tenho: a gula... eu não resisto à uma bela lasanha de queijo! HUM!!
Luxúria.... ai! Quando passa aquele moreno sarado.... ai! Meu Deus! Tenho medo até dos meus pensamentos!
Inveja... quando a outra está mais arrumada do que eu... ai! Jesus, eu também tenho soberba! Só que uma soberba ferida!
Preguiça.... ah! Quem não tem ?
Olha, a única coisa que eu não tenho é ira. Isso eu sei. Ufa! Pelo menos esse, ?
Espero que você também possa eliminar algum pecado do seu dia-a-dia. Eu sei que é difícil, mas com o tempo... com o tempo seremos melhores!
Bom domingo pra todos!!

Ah! Semana que vem eu volto pra sexta-feira!!!

Site utilizado para pesquisa:
Carla Luz

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Ah! Se eu ...

Ah! Se eu tivesse um carro!
Ah! Se eu tivesse uma namorada igual a Juliana Paes!
Ah! Se eu tivesse um namorado como o Malvino Salvador! (Ei! Eu falo isso direto!)
Ah! Se eu ganhasse na loteria! Ah! Se o meu salário fosse de 5 mil reais por mês!
Ah! Se a minha família fosse melhor!
Ah! Se eu fosse 10 quilos mais magra!
Ah! Se os meus amigos fossem menos malucos!

Alguns desses "Ah!..." você já falou um dia, ou sempre fala, não é mesmo? Você (e eu!) queria(mos) ter uma casa melhor, uma família melhor, um namorado melhor, um emprego melhor, um amigo melhor, uma vida melhor! Depois dessa divagação é que vem a tristeza: tudo o que você pensou,sonhou pra si, você não tem.

A gente passa tanto tempo pensando no que gostaria de ter, no que gostaria de viver que esquece de viver o que tem. Pode até não ser uma Brastemp, mas é o que você tem: aproveite! Não estou dizendo que não devemos sonhar; devemos sim, mas se o sonho é mais constante que o presente, é melhor deixá-lo de lado um pouco. Não dá pra viver no mundo da lua o tempo todo!

Já reparou que a nossa infelicidade se encontra muitas vezes na comparação? Eu li uma crônica de Rubem Alves e ela dizia assim:
"...o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar." (Retirado do site:
http://www.rubemalves.com.br/asolidaoamiga.htm)
Viu? Não é só você que se senti diferente! Até o Rubens Alves, grande escritor!

A gente não está satisfeito com o namorado porque o namorado da amiga é melhor, mais romântico, mais sexy. Que tal a gente olhar o que o nosso tem de bom sem compará-lo com os outros? Não está satisfeito com o emprego, porque o amigo ganha mais e trabalha menos; não está satisfeito com o corpo porque a Juliana Paes é mais linda, mais magra e todos os homens olham pra ela. Eu não estou falando para VOCÊ somente, estou falando para MIM, principalmente.

A nossa tristeza e insatisfação está enraizada na famosa frase de criança "eu tenho, você não tem", só que no nosso caso é o outro tem o que eu não tenho.

Quase toda a nossa tristeza está fundamentada na comparação. O depressivo se senti triste porque acaba se comparando as pessoas a sua volta, que estão, aparentemente, alegres; o ciume é uma comparação também. O marido imagina que a mulher está com outro, fica imaginando que ela está com outro. As pessoas com distúrbios alimentares, sempre se comparam com alguém que acham melhor que elas, mais bonitas, mais magras...

Quanto mais compararmos a nossa vida com aquela que idealizamos, a nossa tristeza aumentará.

Ponha isso na sua cabeça (estou falando pra mim também): Você tem o seu emprego, se ele pode ser melhor, corra atrás; se não pode, contente-se com o que tem.

Se o seu corpo não é igual ao da Juliana Paes, fique feliz com ele. Você não é a Juliana Paes, você é você, do jeitinho que é; gordinha, magrinha, baixinha, alta, com peito, sem peito. Você nunca será a Juliana Paes. Essa última frase parece má. Mas a próxima é melhor: a Juliana Paes nunca será você (azar o dela!!!)

Eu me comprometo a gostar de que eu tenho (espero que você faça o mesmo!): com o corpo que eu tenho, com o emprego que eu tenho, com os amigos que eu tenho, com a família que eu tenho. Se eu puder melhorar (arrumar um emprego melhor, emagrecer...), vou melhorar; se eu não puder melhorar, vou viver a minha vida assim e ser feliz. Dentro do possível. Ser feliz e sem comparar a minha felicidade com a do outro.

Um grande abraço pra vocês. O meu abraço e não de outra pessoa, porque o meu abraço ninguém vai poder dar por mim!
Carla Luz

sexta-feira, 11 de maio de 2007

O que te faz feliz?

Eu começo com essa pergunta: O que te faz feliz? O que te deixa feliz?

A gente faz tanta coisa durante a nossa vida, trabalho, escola, cursinho, academia e, às vezes, esquecemos de fazer o que realmente gostamos.
Você já parou pra pensar sobre o que te faz feliz? Não? Guarda esse minutinho pra fazer isso. Pensa agora. Vai! O que te faz feliz? A comida da sua mãe? A novela das seis (principalmente o último capítulo que eu perdi!!)...

Vai, não tenha vergonha!

Hoje foi um dia de felicidade pra mim. Eu saí pra dançar com os meus amigos. Isso é estar feliz (pra mim). Mas a felicidade pode estar nas coisas simples e das quais ninguém espera tirar proveito. Aquele perfume que te lembra um antigo amor... São segundos de felicidade; segundos que você lembra do abraço, do beijo... Quer coisa mais feliz que cheiro de pão fresquinho de manhã? Ou na parte da tarde pra tomar um cafezinho? Ai! Isso é bom demais!
E a risada de um bebê? Tenho certeza que, mesmo você estando triste, quando escuta um riso de criança, sorri e acaba, momentaneamente, esquecendo dos seus problemas. Isso também é uma pitada de felicidade. Curta, mas é.

E aquele abraço do amigo que mora lá onde "Judas perdeu as botas" e que você não via há muito tempo? O elogio do paquera? (ai! o elogio do paquera!) A nota 10 na prova? Cafuné de mãe, biscoito feito pela avó, presente inesperado...! São tantos momentos de felicidade!
Lembre-se dos momentos felizes, faz bem! Eu sempre me lembro de quando eu falava errado e me acabo de rir quando minha mãe conta. Lembro do primeiro beijo, das primeiras flores, do primeiro namorado....

Ah! Vai me dizer que não é feliz nunca? Duvido! E quando você está com aquela sede enorme e toma uma maravilhosa coca-cola bem geladinha? Aquela sensação de felicidade que só o tal refrigerante misturado com sede produz! Ah! Isso é um pouco de felicidade!
Cheirinho de alho frito pra fazer o arroz, tempo frio e uma caminha quentinha me esperando, ir pra feira e comer pastel, ir pro cinema e comer pipoca, achar 10 reais perdido na bolsa, achar algo perdido faz tempo, ganhar um sorriso de agradecimento... Pensa nisso, vai!
Eu sei que não podemos ser felizes o tempo todo; nem aguentaríamos, mas em certos momentos podemos e devemos ser felizes.

Deixe a emoção tomar conta de você! Vá ler um texto do Veríssimo, uma carta de amor, vá comer um pastel, vá sair pra dançar, vá paquerar, perca o medo de viver e ser feliz! Vai ser feliz! Eu estou fazendo a minha parte e recuperando o tempo que o medo era maior que a vontade de sorrir! Vai ser feliz, meu amigo! Vai!
Vamos juntos!

E só para agradar as meninas....


(Desculpe meninos, mas foi irresistível!)

Agora é pra todos...

(Vai me dizer que você não sentiu nem um pontadinha de felicidade com essa foto? Duvido!)

Beijocas pra todos!

sábado, 5 de maio de 2007

Blog - Por que tenho um?

Oi, pessoal!

Que maneira de começar! Usando um blog pra falar de blogs!
Eu estive lendo o post anterior, que clareou a minha mente sobre como surgiram os blogs, e, de repente, me veio essa pergunta: "Agora que já sei a história do blog, por que eu tenho um?".
Parece algo meio bobo, mas é uma pergunta que todos nós, blogueiros de plantão, devemos fazer a nós mesmos: por que temos um blog?

Quando eu entrei para o mundo virtual, resolvi fazer um blog. Mas nunca havia parado pra pensar no porquê de ter um. Tive um diário eletrônio porque todo mundo tinha; eu fui uma "Maria vai com as outras", eu confesso. Por muito tempo eu não passei de uma macaca de imitação dos outros, sabe? Eu não tinha motivo e mesmo assim tinha um blog. Mas as coisas se modificam com o tempo.

Eu sou curiosíssima em relação à blogs, sites, tudo que é virtual. E nessa minha curiosidade sem tamanho, eu já encontrei de tudo na internet: blog de humor, blog de poesia (ei! eu tenho um blog assim!), blog de fofoca da escola, blog pra fazer propaganda, blog sobre emagrecimento, blog pra arrumar namorado, blog pra vender camiseta, blog pra mostrar figuras, blog pra vestibular... ufa! São tantos os gêneros que eu até me perco! Blogs muito interessantes, que valem a pena dar uma olhadinha (opa! é proibido fazer propaganda nesse blog?) e com diferentes motivos para estar no ar.

Mas o que se faz num blog? Pra mim, não é exatamente um diário; porque o objetivo principal do diário é uma leitura única, só nossa; é o lugar para colocarmos textos que não serão lidos por ninguém, pelo menos, enquanto estivermos vivos! O blog tem um quê de exposição, entende? Você não coloca um texto lá pra não ser lido e comentado. Tudo o que você coloca no blog deve ser lido. E eu vou mais além, quando você coloca algum texto no seu blog, você fica se mordendo de vontade de que alguém comente, nem que seja mal!

Quem tem um blog (como eu!), tem a necessidade de expor-se . Quando a gente coloca um texto no blog, tem uma necessidade psicológica de expor algo, uma maneira de colocar pra fora, de extravasar. E, quando a gente não aguenta esperar por um comentário, é a nossa maneira de dizer que precisamos de atenção, de sermos aceitos pelos outros. Muitas vezes, é através desses textos, que revelamos quem realmente somos, o que realmente pensamos e gostamos. Através do blog, muitas das nossas máscaras, a gente deixa do lado do mouse pra escrever. Não estou falando só de você, estou falando, principalmente, de mim.

Pra mim, o blog é o palco. A gente pode ser quem a gente necessita e quer ser. É a diversão e também o tratamento. O meu blog já se tornou uma necessidade pra mim. Já não dá mais pra ficar sem colocar minhas poesias, não dá mais pra não receber comentários. É a minha necessidade de expor e ser aceito.

É algo muito bom. Se você não tem um blog e acha que necessita de um, vá em frente!

Carla Luz