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quarta-feira, 13 de junho de 2007

Super-machos



A Humanidade não cansa de me surpreender...

Hoje fiquei sabendo que, além das designações Macho e Fêmea, existem também os Super - Machos e as Metafêmeas. Tratam – se de alterações genéticas que algumas pessoas têm que justificam, ou pelo menos tentam, certos tipos de comportamento.

No caso dos ditos Supermachos a alteração genética diz respeito ao cromossomo Y ( O que define o sexo) que, nesses novos representantes da espécie, é duplo (XYY). Devido a isso, certas características masculinas, como por exemplo, a agressividade normal dos homens, torna-se excessiva nestes indivíduos.

As grandes mentes científicas de nosso mundo moderno tentam com esta nova descoberta justificar a atitude dos serial-killers que, segundo esses estudiosos, teriam como justificativa para seus crimes hediondos essa “falha” genética.

Mas, pensemos um pouco nas reações humanas...

Quantas pessoas trazem dentro de si um turbilhão de coisas que tem de controlar para viver em sociedade?

Não seria exagero dizer que todos nós somos assim...

A cada dia tentamos a todo custo mascarar sentimentos e reações em nome do respeito às regras, por orgulho, por educação... Independente do sexo.

E assim vamos vivendo. Uns conseguem por muito tempo mascarar os sentimentos e viver calmamente, outros, explodem. O que pode se dizer que é o caso desses supermachos. Pensando nesse assunto, fiquei me questionando sobre esta aptidão humana de “disfarçar” e acho que é isto que falta nessa “nova raça”: eles não disfarçam e reagem agressivamente às coisas que recebem...

Mas já pensou se essa desculpa pega?

O que mais se vai ouvir é o seguinte: “Ah! Eu bati na minha esposa não foi porque eu quis, é que sou doente... sou supermacho!”

Tem de se prestar atenção para não confundir os Supermachos com os “Supermachões” que são em maior quantidade no mundo inteiro e suas reações não têm nada de biológicas. Seus problemas são sociais!

O Supermachão apresenta características muito mais marcantes e menos perceptíveis, mas igualmente nocivas às do Supermacho e, o que é pior; livremente aceitas na sociedade.

Eles enganam, as incautas com promessas de amor eterno; exigem a mulher só para si, mas não se incomodam em dividir-se entre todas as outras... Tudo isso com a desculpa de que isso é “coisa de macho”.

Então devido a tudo isso, temos de tomar cuidado para que essa nova descoberta da ciência não sirva de desculpa para as atrocidades que são cometidas contra às mulheres e não tem relação alguma com este traço genético e sim com um traço muito mais marcante e quase hereditário: as circunstâncias sociais.

Marília
Vieira

terça-feira, 12 de junho de 2007

Hoje: eu. Amanhã: eu, mais além...

"Trate as pessoas como se elas fossem o que poderiam ser e você as ajudará a se tornarem àquilo que são capazes de ser”.

Goethe

Incrivelmente eu tenho passado por esta experiência. Tantas pessoas sempre acreditaram em mim e eu pude "ir além".

Hoje, faço questão de fazer o mesmo com meus amigos e aluninhos. O Jean Luiz, meu aluno de 8 anos, hoje, pela primeira vez, desde fevereiro, conseguiu conter-se: não bateu em colega algum, não xingou, não perturbou ninguém, não chutou, não me desrespeitou, fez todos os trabalhos propostos na aula.

Por isso, ele conseguiu receber a "etiqueta do bom comportamento". Uma tática que uso todo fim de aula para mostrar aos meus pequeninos que podemos ser melhores se assim o desejarmos. Mas não é uma etiqueta que é colada aleatoriamente no caderno. Sento, e num diálogo reflexivo e consciente vou mostrando a eles que a vida é regida pela Lei de Causa e Efeito, a 3ª de Isaac Newton.

Outro dia, o Jean me azucrinou tanto a cabeça que eu falei pra turma, em tom de bronca: - Vou pensar duas vezes antes de acreditar quando vocês fazem cartinhas para mim dizendo que me amam. O que se diz e o que se fala têm de estar de acordo com o que se pratica.Então, minha aluninha Jennifer Daiane, de 8 anos também, perguntou muito sabiamente: - Tia, como é que isso funciona?

A turma estava em silêncio, perguntando-se, provavelmente, de onde ela tinha tirado aquela pergunta. Hum... Só Deus sabe... rs. Respondi, tentando buscar na simplicidade das palavras algo que não fosse muito difícil de se entender:

- Por exemplo, dizer que ama e não respeitar o outro, não é amar de verdade. Fazer pirraça, desobedecer, bater nos outros, xingar... Quem ama, não faz nada disso. Por isso, pra eu acreditar no que vocês escrevem e me dizem, será preciso que vocês comecem a respeitar a mim e aos outros.

Jean Luiz me olhava com olhos de "ai, isso é comigo!...”

Toda bronca deve, assim que oportuno, vir acompanhada de um beijo na testa, um afago nos cabelos, um abraço maior que os próprios braços, um olhar sereno e algumas cócegas, porque rir é o melhor remédio.

Também falei com a mãe do Jean, que sempre que vai à escola fala para mim, na frente dele: - Esse menino não tem jeito, ele acaba comigo!

Pedi-lhe, em segredo, que não mais falasse isso a ele, porque ela estava atrapalhando um trabalho que eu estava fazendo na escola. Disse-lhe:

- Mãezinha, não diga mais isso. Diga que ele é um menino bom, só que está com vergonha de mostrar que é bom, então, faz estas coisas de que ninguém gosta. Diga-lhe que pode melhorar se ele quiser! Vamos trabalhar juntas, por favor.

A mamãe Patrícia me olhava como se eu estivesse entoando um canto hipnotizador de sereia. Acredito que funcionou, visto o resultado do comportamento do Jean hoje.

Sim, eles entenderam a bronca que relatei anteriormente... Porque são crianças inteligentes e, como tudo o que tenho aprendido com a Doutrina Espírita, são almas em redenção, compromissos meus do passado, afetos e desafetos (que vão virar afetos), sequiosos de saber, mas muito mais carentes de atenção e amor! E tudo o que se aprende com amor, fica mais facilmente registrado.

Uma oportunidade imperdível! Graças te dou, Senhor!

Erika Ferraz Ueoka

sábado, 9 de junho de 2007

Qual é a sua raça?

Negro, Índio, Branco. Cafuso, Mameluco, Mestiço. Ah, sim... ainda temos o verde de fome (muito comum nas metrópoles, vivem pelas ruas), o vermelho de raiva (este encontramos espalhado por todo o globo), o roxo de vergonha (hoje em dia é mais difícil localizar), também tem aqueles de sangue azul (o interessante é que é a cor que só os inteligentes podem ver, os normais ou abaixo da média, enxergam vermelho mesmo).


Devem haver muitas outras denominações coloridas as quais não se tem conhecimento, apesar de toda globalização, cada cultura ainda possui seus mistérios e segredos. Mas, num país onde gêmeos idênticos são diferenciados como Negro e Branco. Qual será a sua raça?


Aproveitando o ensejo, façamos outras perguntas: Quem é você? Quais são as suas raízes? Seus princípios e valores? Quem são seus ancestrais? Há uma árvore genealógica de todos os seus antepassados na parede do seu quarto? Vamos, responda! RESPONDA! Qual é a sua raça?


Num país em que muitos dizem ter “um pé na senzala”, é possível que muitos de nós tenhamos também “uma mão na casa grande”, “uma cabeça nos canaviais”, “um coração nas matas”.


Qual é a sua raça? Se você ainda está perguntando a mamãe e ao papai suas origens, ou tentando buscar na memória qual mistura fez você. Aqui vai uma dica: Você pertence a uma raça única, que apesar do grande potencial para dominar o mundo, o vêm destruindo em prol de prazeres efêmeros, uma raça que é tão bela quanto feroz, uma raça que apesar de vangloriar-se por sua racionalidade, não respeita nem mesmo seus próprios instintos de sobrevivência. E se apesar disso tudo você ainda tem dúvidas, aqui está a sua resposta. A sua raça é...









... A RAÇA HUMANA.










O Homem – Animal racional ou irracional?

Fico pensando na quantidade de notícias que escuto sobre maltrato que os homens, seres racionais, praticam contra os animais, sejam domésticos ou não – os chamados irracionais.

Mas até que ponto nós podemos ser chamados de seres racionais? Será que estamos usando o nosso bom senso e a nossa racionalidade quando maltratamos nossos companheiros diários e os nossos meios de subsistência? Vejo e ouço muitos casos de maltrato e até de crueldade com esses animais, que muitas vezes nem sabem o que está acontecendo, e conseqüentemente o porquê de estarem sendo agredidos.

Um dos casos mais fáceis de ser percebidos é o do carroceiro que não consegue ou não quer perceber que o cavalo, jumento ou o jegue não tem condições de puxar uma carroça com uma carga altíssima, e mesmo assim ele chicoteia sem pena ou espanca o pobre animal. Muitas vezes sem nem se dar conta de que aquele animal também precisa de um pouco de respeito, pois também é um ser vivo e por isso tem seus limites físicos.

Outro caso é o de donos de cães e gatos que todos adoram quando são filhotes, pois são muito lindos e fofinhos, mas conforme vão crescendo e envelhecendo são largados como se fossem meros objetos de decoração das nossas casas. Certa vez estava passando de carro pela Linha Vermelha, uma via de alta velocidade aqui do Rio de Janeiro, por um trecho onde não havia residências num raio bastante respeitável de quilômetros quando vi um cão andando pelo acostamento. Por não ter nenhuma residência perto da região onde estava e o animal aparentar já estar na fase adulta só poderia supor que ele fora abandonado. Agora que tipo de ser humano(?) abandona um animal numa via onde a velocidade média é de 100 km/h?

Também existem casos de animais que são abandonados quando estão velhos ou doentes. Lembro agora que alguns animais, principalmente os cães, apegam-se às pessoas e quando chegam à velhice querem ficar perto de quem eles sempre consideraram como seus companheiros e quando se vêem longe de seus donos sentem-se abandonados. Lembro agora de um cão que tivemos que, quando já estava bem velhinho, aonde nos íamos ele sempre estava perto da gente, com o seu andar já bem vagaroso.

Não podemos nos esquecer dos casos de maldade gratuita, como o caso que aconteceu numa cidade gaúcha, onde três jovens por não ter o que fazer e para vencer o tédio decidiram amarrar uma cadela ao seu automóvel e andar pela cidade por vários quilômetros. Nem preciso relatar o final da estória para termos uma noção do tamanho da crueldade. Houve também um caso mais recente, na cidade de São Paulo, de um homem que deixou seu cachorro sem alimento por quase três meses e ainda queria enterrá-lo vivo.

Relatos de maus tratos contra os animais temos diversos, infelizmente. Mas quando vamos ter consciência de que qualquer forma de vida, seja animal, vegetal ou humana deve ser respeitada? Infelizmente a mídia não dá muito destaque aos crimes cometidos contra os animais chamados domésticos, sejam de carga ou de companhia. Dá-se importância à vida dos animais silvestres sem perceber que bem embaixo dos seus narizes, muitas vezes nas portas das suas redações, acontecem crimes contra os animais urbanos.

Nossa intenção não é que papariquemos ou cometamos exageros ao tratar dos nossos animais e dos que vivem pelas ruas, mas que tenhamos pelo menos o mínimo de respeito por todos os animais sejam silvestres, urbanos, de carga ou domésticos. Que possamos enxergar nesses seres companheiros de habitat e quando testemunharmos algum tipo de agressão que façamos uma denúncia e, dessa forma, provemos que somos capazes de exibir o título de animais racionais, porque o mau trato aos animais também é crime.

Tonni Nascimento

domingo, 3 de junho de 2007

Anos Incríveis

Ou Reflexões em Uma Mão de Pôquer

Não sei se todos vão lembrar de uma série chamada “Anos Incríveis”

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Essa série, que fez sucesso nos anos 90 aqui no Brasil, retrata a adolescência de Kevin Arnold durante o início dos anos 70. É uma série de um extremo realismo e de uma delicadeza e beleza intensas.
Essa série marcou a minha infância, mas eu nunca havia conseguido assistir todos os 115 episódios que a compõem. Nunca até semana passada quando, maravilhado, fechei esse ciclo que havia sido deixado aberto por tanto tempo.
E o que aconteceu foi que o episódio 111, intitulado de “Pôquer”, me fez pensar em várias coisas, incluindo esse espaço, do qual agora começo a fazer parte.

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Esse episódio em particular retrata uma das típicas noites de pôquer de Kevin Arnold, já com dezessete anos, e seus amigos do segundo grau (não consigo me habituar a falar ensino médio...). Da esquerda para a direita na imagem acima eles são Jeff Billings (que veio transferido de outra cidade), Kevin Arnold, Chuck Coleman (Kevin o conheceu no Segundo grau), Randy Mitchell (Kevin também o conheceu no Segundo grau) e Paul Pfeiffer (que é amigo de Kevin desde os primeiros anos da infância).
Conforme esse episódio vai se desenrolando, os conflitos começam a surgir. Paul, que sempre foi “alérgico a tudo”, começa a se mostrar um grande chato, sempre preocupado demais com sua saúde, entrando em conflito direto com os outros, incluindo Kevin, por causa disso. Chuck revela que sua namorada suspeita que está grávida. Randy é o “grande perdedor” das noites de poquer e é tão ruim em Matemática que talvez repita de ano e não se forme. Já Jeff está roubando no jogo, como Kevin descobre no meio do episódio.
A coisa toda esquenta como uma panela de pressão pronta a explodir, culminando com a última mão da noite. No último jogo daquela noite Kevin e seus amigos travam uma guerra de nervos, apostando alto (o “pingo” para participar da rodada é de um dólar inteiro, meu amigo!), cada um disposto a sair vencedor, provando sua superioridade frente aos outros. A voz do Kevin adulto, o narrador da série, explica: “De repente não éramos mais meninos jogando um jogo de gente grande. Éramos homens, homens em guerra. Defendendo nosso terreno, lutando por posições. Era a hora de não se ter pena, não se fazer prisioneiros. As apostas estavam feitas”
Com as apostas encerradas, as mãos são reveladas. Kevin tem um par de valetes. Chuck tem uma quase-sequência, sendo derrotado Kevin. Paul mostra dois pares, um de valetes e um de noves, derrotando Kevin. É quando Randy revela sua mão: uma trinca de setes. Tudo dependia da mão de Jeff. Ou ele ou Randy seria o vencedor daquela noite. Jeff parece nervoso. Ele olha suas cartas, passa a mão no nariz e então diz: “Eu saio. Não tenho nada...”
E Randy ganhou a bolada de quase sete dólares! “A beira da desilusão e do desespero, Randy Mitchell, o eterno perdedor, finalmente ganhou uma vez.”
É quando tudo começa a clarear para aquele quinteto de amigos. O telefone toca e é Alice, a namorada de Chuck dizendo que as suspeitas não se confirmaram; ela não estava grávida. Randy se despede dizendo que vai “malhar nos livros”. Quando todos partem, Kevin vai arrumar a mesa e fica curioso quanto às cartas de Jeff. O rapaz havia deixado seu jogo sobre a mesa com as cartas viradas para baixo. Kevin começa a desvirá-las e qual não é sua surpresa ao ver o seguinte:

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Uma quadra de reis. Jeff poderia ter ganho aquele jogo, mas preferiu deixar Randy sair vitorioso.
Esse foi o momento em que eu fui obrigado a pausar o episódio. Minha tia me chamou, pois o almoço estava pronto.
Fui me servir pensando nas amizades que fiz na minha infância e adolescência. Em como meus amigos me marcaram e ajudaram a fazer de mim a pessoa que sou hoje. Lembro do Bruno, aquele que foi o meu Paul Pfeiffer, emocionado com a redação que eu fiz na quarta série homenageando-o, me fazendo descobrir a habilidade que eu tinha com a escrita. Lembrei de professores que me impulsionaram e estimularam como os vários que fizeram o mesmo por Kevin ao longo da série. Me peguei pensando que em algumas ocasiões eu havia feito como Jeff e deixado outros ganharem só para ver o brilho da felicidade nos olhos de um amigo. Em outras ocasiões, tenho quase certeza que fizeram o mesmo por mim.
Foi quando meus pensamentos me levaram até esse blog que você agora está visitando. Percebi que a ligação que eu formei com várias pessoas ao longo da minha vida era a mesma que eu agora formava com os outros contribuintes e leitores deste blog. Me dei conta que estaríamos juntos para promover a troca de idéias, discuti-las e até brigar se necessário (não como adolescentes com hormônios em ebulição, mas como amigos adultos e maduros). E, como bons amigos, estaríamos juntos para promover o crescimento uns dos outros, acrescentar um pouco de nós mesmos nos outros e ajudá-los a serem felizes. Por conta disso, ao agradecer a Papai do Céu pela minha “merendinha” do dia, também agradeci por estar sendo agraciado com vocês, aqueles que já considero meus novos amigos. Agradeci por estar começando o que eu espero que sejam Anos Incríveis de parceria junto a vocês.
Eu ia parar por aqui, mas, ah, vocês devem estar curiosos quanto ao fim do episódio, não é?
Bem, o que acontece é que Kevin desvira a última carta e tem a revelação:

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Sim, cinco reis. Jeff estava roubando novamente. Rindo gostosamente me lembrei que meninos adolescentes são sempre meninos adolescentes.
É quando Paul retorna para buscar o casaco e Kevin se dá conta, depois de todas as rusgas que os dois tiveram durante aquela noite, que a “facilidade não declarada de relacionamento” que eles tinham durante a infância estava acabando. Quando Paul está saindo, Kevin o chama, pronto para se desculpar por tudo o que aconteceu. Mas não precisa dizer nada. Como só os grandes amigos conseguem fazer, Paul lê os sentimentos de Kevin em seu olhar. Ele então sorri e agradece, saindo em seguida.
Bruno se despediu de mim na oitava série. Nossa amizade nunca mais foi a mesma desde então. Hoje nem mesmo mantemos contato. Mas há uma parte de mim que deve sua existência a Bruno, assim como sei que o mesmo acontece com ele. E essas marcas deixadas pelos nossos amigos são a porção deles que carregamos para toda a vida do lado esquerdo do peito, seja lá mais quantas noites de pôquer ainda tivermos pela frente.

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Um grande abraço para todos vocês, meus amigos, que por aqui passarem.

sábado, 2 de junho de 2007

Desculpem-me!! Era para eu ter escrito na sexta, mas minha sexta foi uma confusão total!!! Espero não roubar o sábado do Tonni!

Bem, vamos lá! Não vou me alongar!
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Você já deve ter escutado isso: Agora não se pode mais reprovar!!!
É isso mesmo, minha gente! O município não reprova mais! Que maravilha, não? Os professores poderão lecionar sem se preocupar com notas e avaliações, não ficarão frustados se seus alunos forem mal nas notas, porque as notas não terão mais valor algum!! Que maravilha!!!!

Ironias de lado, essa é uma das piores notícias que eu já ouvi em toda a minha vida. Acho que as autoridades governamentais não se tocaram da complexidade de não se reprovar mais.
Mas ele verão, num futuro bem próximo, o que isso significará; ou como já pude notar, o que está significando.

Os alunos vão começar a faltar muito. Pra quê ir para aula, se eu não fico mais reprovado? Pra quê estudar? Pra quê me esforçar? Não tenho motivo! É isso que os alunos irão pensar? Não! É isso o que eles ESTÃO pensando e FALANDO. Isso mesmo! Eu já ouvi os alunos falarem isso! Muitos nem querem ir pra escola, não tem o que fazer na escola, já passaram de ano.
Lí uma frase no jornal e tive que concordar: (Era mais ou menos assim) "No futuro, que empresa contratará pessoas que foram alunos das escolas públicas?". E isso é uma verdade.


Agora, onde fica o professor nessa história? Reprovar não pode mais, mas o que ele faz com os alunos que não querem nada, que não estudam nada e que, mesmo com o esforço dele, não estão nem aí pra hora do Brasil? Isso eu quero saber e ninguém ainda me diz .

Aproveitem a não reprovação.... (se é que eu posso falar em aproveitar...)

Mas desse jeito, o Brasil vai pro brejo!

Ética e moralidade

Esta semana iria escrever sobre outro assunto, o texto já estava até pronto, porém vai ter que esperar até a semana que vem, não que o assunto não seja importante – eu acho até importantíssimo, mas um acontecimento fez com que eu mudasse o tema da minha crônica nessa semana.

Estava assistindo ao programa da TV Record chamado O aprendiz 4 – O sócio, com o empresário Roberto Justos onde teve uma situação inusitada. Mas antes de contar a situação vou explicar como o programa funciona para que quem não o assista possa entendê-lo. Esse programa consiste em duas equipes que disputam entre si com uma tarefa proposta pela produção do programa e quando uma equipe perde um membro desse grupo é eliminado até que reste apenas um, que nesse caso fará uma sociedade com o Roberto Justus.

Na tarefa dessa quinta-feira as equipes deveriam produzir e pôr em prática uma campanha promocional de uma empresa de telefonia celular parceira do programa. E as equipes logo pensaram em montar estandes nos shopping centers ou nas ruas para divulgar a tal campanha. Ambas não conseguiram as autorizações necessárias para montarem suas tendas; uma desistiu e pensou em outra possibilidade, a outra equipe decidiu insistir nessa idéia e montou seu estande mesmo sabendo que seria uma coisa ilegal, pois não tinham autorização da prefeitura para utilizar um espaço público. Estando dispostos até a subornar um fiscal de prefeitura caso algum aparecesse.

No dia que teriam que divulgar a campanha, esse grupo foi abordado por um dos auxiliares do Roberto sobre o fato de estarem fazendo algo de forma ilegal, quando um membro da equipe disse que tinha no bolso a quantia de R$ 100,00 para usar caso fosse necessário.

No final da tarefa, essa equipe foi declarada perdedora e com isso teria que participar de uma reunião junto dos conselheiros e de Roberto Justus para saber quem iria sair do programa. Na reunião, os membros do grupo foram abordados sobre o fato de eles estarem expondo a marca de uma empresa de renome internacional a um fato ilegal e sobre a atitude de subornar algum fiscal que acaso viesse cumprir seu papel.

Na tal reunião sempre um dos membros sai do programa, mas dessa vez tanto o Roberto Justus quanto os seus auxiliares fizeram questão de frisar o quanto a equipe errou em admitir a possibilidade de subornar um funcionário publico, pois devemos sempre primar pela ética e pela moralidade em qualquer situação e principalmente naquela situação, pois estaria passando em rede nacional. Por conta disso, o líder da equipe foi eliminado por não ter cortado a idéia logo que a mesma surgiu e o autor da idéia também, pois o dono do programa disse que estaria sendo incoerente se mantivesse no programa alguém que mencionou a possibilidade de praticar um ato ilícito.

Fico agora pensando no seguinte: Não sei se esse empresário é tão ético assim na condução dos seus negócios, mas achei importantíssima a sua postura em deixar claro que somos nós que devemos mudar essa mentalidade de que o nosso país é uma zona, onde cada um faz como quiser e interpreta as leis ao seu bel prazer. Que nós também possamos começar a nos importar mais com o que fazemos e menos com os outros. Quando cada um de nós começar a fazer a sua parte com ética e um mínimo de moralidade com certeza nosso povo irá mudar seu modo de pensar e de agir.

Tonni Nascimento