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sábado, 13 de outubro de 2007

Quer ficar comigo?

Essa é uma pergunta que as pessoas fazem com muita freqüência.

Defina FICAR ? Beijar alguém, dar uns amassos, uns apertos por um curto prazo (que pode ser um dia, ou algumas horas, ou até alguns minutos).

Por que as pessoas ficam com as outras? O que nos leva a querer ficar com outras pessoas? "Vontade de beijar", "Por que você é linda..." são algumas das respostas que escutamos. Mas por que a insistência em não ter compromisso? Por que eu tenho que só ficar com alguém ao contrário de conhecê-la de verdade? De saber quem é essa pessoa? Será que ela é legal, combina comigo, me agrada, gosta de conversar comigo, gosta de estar ao meu lado? POR QUE INSISTIMOS EM "RELACIONAMENTOS" RELÂMPAGOS? "Relacionamentos" que quando abrimos os olhos já acabaram?

Coloco a palavra relacionamento entre aspas porque não considero o ficar como um relacionamento, e sim simplesmente esbarros acidentais (quem sabe a esfregação de corpos seja para adquirir eletricidade estática?).

Vamos falar a verdade, o ficar é simplesmente movimentação corporal em conjunto, esfregação de corpos, troca de sensações, amenização do tesão... Chega!!

Eu não quero troca de sensações! Eu quero SENTIMENTOS!

Sensações nos trazem arrepio à nuca, sentimentos nos trazem paz de espírito e um sorriso bobo permanente quando há amor; uma sensação que esfregação nenhuma é capaz de proporcionar.
Sensação é bom na parte de baixo do corpo, no sexo (vamos falar a verdade!). Sentimento é bom no corpo todo, desde o coração até o sexo (de uma maneira muito mais intensa!)

Eu sei que é um preço alto quando resolvemos (eu resolvi e sei que a maioria não está comigo, na verdade, quase ninguém) ter SENTIMENTOS. Eu quero um relacionamento cheio de sentimentos e não um encontro de dois corpos que mal se conhecem para permutação de tesões! O preço alto é quase sempre estar só. Eu digo só, quando me refiro a namorado. Mas estou cercada de amigos. Ter amigos é ter sentimento também.

E eu estou correndo o risco de permanecer solteira pra sempre. Assusta, mas é o preço que eu resolvi pagar por ser verdadeira com os meus sentimentos.

Não vou dizer que nunca ficarei, porque posso morder a língua. Eu não sei o dia de amanhã. Mas que eu luto internamente para não me render aos caprichos do meu corpo, eu luto.

Me desculpe quem não acredita no que eu acredito: Eu não sou o meu corpo, eu sou mais que ele, sou espírito. E preciso de sentimentos, porque o espírito se alimenta de sentimentos e são os sentimentos que permanecerão para sempre.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Minha mente, um guarda-roupas

Se pedissem para eu fazer uma comparação da mente humana com algo do dia-a-dia, eu faria a comparação com um guarda-roupas.

Parece pequeno visto de fora, mas quando o abrimos nos espantamos com a quantidade de coisas que temos guardadas ali. Muitas das quais já esquecemos.

Tem dias em que parece que a nossa mente vai entrar em colapso, que não há espaço para mais nada, e parece que ela grita por um tempo para se reorganizar.

Nosso guarda-roupas também faz isso. Abrimos e algumas coisas parece que vão despencar. Dias em que se não organizarmos o que está dentro, não conseguiremos nem acrescentar, nem achar mais nada.

É uma terapia. Abra o guarda-roupas e imagine quantas peças tens guardadas ali. Sempre erramos, sempre temos ali mais do imaginamos. Muito mais do que precisamos.

Retire tudo, ( limpe a mente), separe as coisas que usas mais, as que usas menos, aquelas que há muito estão ali apenas ocupando espaço.

Reorganize a mente. Tente entender, avaliar , priorizar. O que vale a pena estar ali? O que tem ali realmente é necessário? Abra, areje, renove. Tire o mofo. Abra espaço para novas idéias. Esqueça as que estão ultrapassadas e que nada mais acrescentam ao teu crescimento.

Beneficie alguém com as informações que tens. Mas antes, transformes as informações em conhecimento.

Apague as mágoas que como traças corroem coisas boas. Esqueça a raiva que vai minando como o cupim mina a madeira. Mescle o cinza e o preto com cores mais vivas, mais alegres.

COLOQUE PARA DENTRO UMA PEÇA VERMELHA! VERMELHO QUE É SANGUE, VIDA, PAIXÃO!!

Relembre...O vestido que foi usado há tanto tempo, numa noite tão especial. O traje da formatura. O vestido do casamento. Será que ainda serve? Geralmente não...Em algum cantinho, uma roupinha de cada filho de quando eram bebês. Tantas coisas que temos guardadas.

Ah, tantas coisas...De algumas gostaríamos de nos desfazer, de outras; nunca!

Algumas nos trazem angústia, outras ternura e carinho...

Algumas outras; bem raras, enchem a nossa vida, nossos dias, nosso coração, nossa alma, com algo que nem dá para ser definido... Ou será que dá?

Abra as portas da mente, ventile, deixe ali apenas o que é útil. Para que guardar o que não nos serve para nada? Estaremos preenchendo um espaço importante com o que nem é importante.

Pense nisso, prometo que nem vai doer...rs

Mara Von Mühlen

sábado, 6 de outubro de 2007

Qual foi o título?

Fui dormir surpreso na noite de quinta-feira e acordei mais surpreso do que quando fui dormir. Pois tamanha foi a festa produzida por um grupo de pessoas. Parecia até que alguém havia conquistado algum titulo. Algumas pessoas começaram a festejar na noite de quinta-feira e só terminaram no alvorecer da sexta-feira.

Mas também isso é até de certa forma compreensível. Um time que nesse ano só tem andado na rabeira do campeonato e servindo de saco de pancada para uns e outros; quando consegue uma vitória é de se entender porque tanta festa.

Não sou flamenguista e muito menos um anti-flamenguista, mas respeito todos os torcedores desse grande clube. Entretanto é imprescindível analisar como essa agremiação esportiva centenária caiu com o passar dos anos. Até um tempo atrás essa imensa massa fazia festa por conquistas e por títulos, hoje em dia tem festejado uma simples vitória como uma conquista importantíssima. Triste retrato do seu futebol.

Se pararmos para pensar nisso e deixando de lado as paixões e rivalidades clubísticas vamos ver uma reação ou conseqüência de anos e mais anos de mandos e desmandos de um bando de pessoas que fizeram e fazem dos clubes cariocas o que eles querem como se fosse a latrina da casa deles. E hoje temos um bando de jogadores que nem chegam perto dos grandes times das décadas passadas.

Muitos irão achar esse assunto sem nenhuma importância ou de uma futilidade sem medidas. Paciência, cada um pensa da forma que quer – graças a Deus! Afinal de contas vivemos numa democracia. Mas será que alguém poderá me responder que raios de títulos o Flamengo venceu na noite do dia 04 de outubro de 2007?

Tonni Nascimento

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

O que todos os homens deveriam saber


Abro a porta do meu carro e de cara coloco um CD do Bruno e Marrone. Fecho as janelas para que meus vizinhos não descubram que eu sou uma brega não-assumida. Aumento o volume e vou refletindo sobre essa sua mania de me deixar pra trás. Essa sua mania de me dizer que estou errada em tudo que eu faço e que nem que eu tente mil vezes, conseguirei ultrapassar a barreira da tua masculinidade.

Aí eu penso, penso, penso e chego a conclusão que eu não quero ultrapassar a barreira de ninguém. Mal consigo lidar com a minha própria. Me dou conta de que eu só quero alguém para dar a mão e caminhar na beira do mar catando conchinhas.

Mas você insistiu todos esses anos em me dizer que eu não era boa o suficiente para você. Mas quer saber? Ninguém nunca vai ser boa o suficiente para você e, ao invés de isso me animar, me deixa triste, porque depois de mim você só vai conseguir conviver com você mesmo. Aliás, é isso que você faz de melhor.

E eu que passei grande parte desse tempo acreditando nessa história de que você seria o pai dos meus 12 filhos e nossa primeira aquisição seria uma fazendinha cheia de patinhos brancos bonitinhos.

O fato é que o patinho fui eu o tempo todo, todo o tempo do mundo. Fui eu em quem nadou num laguinho pra lá e pra cá. Cansei de nadar e não encontrar meu porto seguro, cansei de esperar que você me salvasse das dores do mundo e que me protegesse com teu abraço. Mas eu cansei também de ser a menininha chorona que não deixava você ir embora porque morreria de saudade. Nessa brincadeira toda, eu fui embora de mim mesma e você ficou, dentro desta gravata azul, muito bem guardado.

Não quero mais ser a maluca que quer ficar bonita pra você, ficar cheirosa pra você, ficar legal pra você. Não quero mais procurar paixão e encontrar indiferença.

E agora eu quero mesmo é que você continue esse valentão que pode pegar todas, mas que no fundo não pega nenhuma. Essa sua mania de não entender o que eu sinto me fez entender perfeitamente o que eu sinto. E é só por isso que eu tenho que te agradecer.

Consigo me olhar no espelho agora e me ver mais claramente. E perceber o quanto eu sou maravilhosa. E agora eu posso dizer que você é pouco pra mim. E quer saber mais uma coisa? A minha verdadeira loucura sempre foi tentar desculpar o que não tem desculpa.
Juliana Farias

sábado, 29 de setembro de 2007

Dançar

2:03 a.m. - Considere como sendo sexta-feira ainda.


Quem gosta de balançar o esqueleto (com todo o restante do conteúdo)? Ir pra night dançar, se acabar e voltar pra casa com os pés doloridos? Acho que praticamente todo mundo.
Eu não sou uma pessoa que frequento a "night", mas adoro dançar. Mexer o corpo no ritmo da música é algo maravilho.
Colocar um maravilhoso rock pra espantar os fantasmas da tristeza e da raiva. Funciona. Agente sai mais leve quando dançar até doer. Ou quem sabe uma bela micareta pra esquentar as turbinas, cantar até ficar rouco, se divertir de montão. Que acham? Está bom o sufuciente? Alguns dirão que sim.

Eu digo que há mais felicidade.

Eu sempre dancei. Sempre dancei sozinha, fazendo meus passinhos, dois pra lá, uma giradinha, uma reboladinha e repetindo o mesmo esquema. Achava que estava bom e que era o suficiente. Era independente demais.

Hoje eu afirmo (com experiência) que não há nada melhor do que dançar junto de alguém. NÃO HÁ NADA MELHOR. (Ou quase nada! hihi) E não há terapia melhor do que dançar. Juro. Psicólogo comigo não funcionou, a dança está fazendo com que eu amadureça psicologicamente.
Sentir os braços de alguém nas costas conduzindo pelo salão de dança é um dos maiores prazeres que a vida pode me proporcionar. Sentir que há um espaço pra mim, que eu posso fazer um papel; um papel junto de alguém.
Sentir a respiração de alguém no seu pescoço, e até o suor torna-se mais agradável (por incrível que pareça!).

Sei que estou fazendo a maior propaganda da dança de salão, mas eu já não me imagino sem ela.
Mãos juntas, corpo colado, rosto a rosto, sorrisos, olhares, carinho... isso é dançar!
Ai! E como eu gosto!
Carla Luz

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O que me irrita

Peço sinceras desculpas por não ter postado antes, mas foi culpa de um vírus que se instalou hoje e só consegui remover hoje à noite. Apesar de não ter perdido nada de meus arquivos, me deu um prejuízo imenso esse tempo sem poder trabalhar. De qualquer forma já resolvi e espero não precisar atrasar mais.
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O que me irrita...
Não tem muitas coisas que me fazem perder a paciência. Já tive a oportunidade de dizer que era impaciente com tudo, mas são águas passadas. Amadureci o suficiente para aprender a fazer da calma um exercício diário. Mas confesso, sem duvidar, que existe uma forma de me tirar do sério.

E não falo de uma irritação natural, daquelas que temos sem motivos aparentes, só por culpa de um dia ruim. Me refiro a uma irritação profunda e descompassada que, se não tivesse feito tantos anos de análise, possivelmente me faria assassinar alguém.

Eu estou falando da burrice. Se antes eu não sabia, hoje eu sei o que me faz perder a calma totalmente: a burrice. Ai, a burrice me dá nojo, me dá náusea, me dá... me dá... me dá...

Não me refiro as burrices por falta de estudo, oportunidades e etc. Me refiro as burrices por falta de compreensão, de ouvidos, de atenção e de boa vontade. Essa é a burrice que não tem solução, que livro algum poderá solucionar na vida desse cidadão.

O que me indigna na vida é a burrice, realmente isso eu posso afirmar. Me indigna mais que tudo. A burrice pra mim, é a doença mais grave que alguém pode sofrer. E o pior, sofre por vontade própria. Eu odeio a burrice e odeio mais ainda quem se aproveita dela para passar bem.

Juliana Farias

terça-feira, 25 de setembro de 2007

O Elo e eu

Falar de Jorge Vercilo é fácil e, ao mesmo tempo, difícil. É fácil porque para um cantor e compositor de tamanha grandeza não faltam adjetivos; difícil, pois por serem notórias tais qualidades caímos na mesmice e na obviedade ao discorrermos sobre ele.

Mas como falar de uma pessoa como Vercilo sem cair na obviedade de suas características? Se por um lado parecemos pouco criativos ao sempre mencioná-las, por outro, não podemos ser injustos ao não descrevê-las. Portanto, relatemos sempre que Jorge Vercilo é sinônimo de boa música. É nome que rima com talento, arte, ritmo e poesia. É, ainda, o elo responsável por unir grandes amizades; é um grande artista, é sensível, carismático e, sobretudo, poeta: “aquele que escreve e se consagra à poesia”, à “arte de criar imagens, de sugerir emoções por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados”. Esta é a definição que encontramos na 4ª. edição de 2001 do dicionário Aurélio. Assim, me pergunto, sem querer ser pretensiosa, se o nome Jorge Vercilo não poderia ser acrescido à significação do verbete mencionado, afinal, é através de sua musicalidade, suas composições e de sua bela voz que ele toca profundamente a nossa alma e, por meio de suas músicas, torna nossa vida mais leve e feliz.

Enfim, vemos que não faltam substantivos e nem adjetivos na nossa língua para nos referirmos a Vercilo. Contudo, talvez ainda não exista na nossa língua materna, apesar de sua grandeza e beleza, palavra que consiga perfeitamente defini-lo.

Márcia Santos